Muito se reclama, tudo se critica, nada é solução, mas... Denunciar? De pouco adianta! Conchavos e arreglos acabam por restabelecer os interesses ameaçados. Protestar? Cuidado! Dependendo da forma e da conduta a reação conspícua reduz qualquer protesto ao piso reacionário, revanchista, oportunista, casuísta, planfetário... Conformar-se? Impossível! De dentro uma acusação explode inclemente: “covarde”, “fraco”, “alienado”, “egoísta”... Subverter? É para os cúmplices na ignomínia! Chafurda no engôdo, disfarça-se na mentira, despoja os meios e justifica-se pelo fim, ...fim trágico. Que fazer? Não sei! Gostaria de agir, mas não sei como, onde, quando. Em que termos, com que voz, em que praça, a que hora do dia ou da noite. Quanto mais penso, menos reajo. Afinal de que vale o pensamento sem a ação correspondente? Sinto-me num campo de limites exíguos, minguados. Ouço, reflito, ressinto, me indigno e permaneço estático, inerte. Cada vez mais me afronta a consciência que entre o pensar e o agir persiste a vala abissal da impotência. Um é endógino, confidencial, íntimo e pessoal, já o outro, é exógeno por essência, público por competência, coletivo e impessoal. São carizes opostos e conflitantes, mas, inseparáveis. Opostos se atraem? Então pensar e agir se interfaceiam perenemente. Vou tentar! Meu pensar será refletido e posto em palavra. Palavra pensada, palavra escrita, palavra gritada. Gritada do fundo, do âmago da consciência se nela ainda houver semente a germinar. Me ajude! Compartilhe este espaço, risque, rasgue, contradiga e esperneie. Juntos poderemos, quem sabe, ao menos incomodar. Se assim fosse, “Que Bom Seria...”
Apenas mais um cidadão comum e normal nesse Brasil de tantos fatos incomuns e anormais.
Quero me expressar porque estou vivo e ainda posso fazê-lo, embora não saiba até quando me será garantido esse direito.
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